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Educação do futuro: tudo que você precisa saber sobre ela

Educação do futuro: tudo que você precisa saber sobre ela

Certamente você já deve ter ouvido que nos últimos dez anos a nossa sociedade sofreu um número de mudanças maior do que nos 50 anos anteriores. Um dos principais motores para toda essa transformação é o avanço tecnológico, que apesar de não ser o único fator para isso, movimenta os mais diversos âmbitos com uma rapidez sem igual. Nesse processo está incluso o importante segmento do ensino, logo, a educação do futuro passa a ser uma pauta amplamente discutida.

Ademais, vale citar também o fenômeno de globalização e a crescente popularização da Internet por suas grandes contribuições para tudo isso, afinal, cerca de 70% da população mundial já tem acesso à rede. Com isso, é impossível não vermos a tecnologia sendo cada vez mais utilizada em vários locais, estando as salas de aula inclusas nesse espectro.

Com isso, um dos movimentos que mais ganhou força nos últimos anos foi a chamada “escola do futuro”, visando discutir, propor inovações e modificar, de fato, os métodos de ensino atuais, trazendo maior eficiência à aprendizagem. 

Nesse sentido, segundo pesquisa recente da World Innovation Summit for Education (WISE), da Qatar Foundation, até 2030 a maior parte do ensino trazido na educação do futuro será personalizada. Assim, essa nova forma de ensinar acompanhará o ritmo de interesses de cada aluno, sendo essa uma das principais premissas do conceito que estamos discutindo aqui. 

O mesmo estudo estima que 93% dos pesquisadores apontam a inovação, seja ela social, tecnológica ou pedagógica, como sendo fundamental para os próximos avanços educacionais. Fala-se ainda em significativas mudanças estruturais no papel dos alunos, dos pais, da escola e até mesmo do governo. 

Quer entender mais sobre essa tendência revolucionária no ensino? Então continue lendo e confira tudo o que você precisa saber sobre a educação do futuro!

Para falar sobre o futuro é preciso olhar para o passado…

Há bastante tempo temos criticado, por meio de diversas manifestações artísticas, o modus operandi obsoleto e ineficaz que tem sido seguido por nossa sociedade. Todos devem lembrar do memorável álbum The Wall (1979) da banda Pink Floyd, adaptado para o cinema em 1982. Esse trabalho icônico nos remete à metáfora da escola tradicional que eliminaria a identidade dos estudantes e os veria apenas como “mais um”.

A visão da escola tradicional como uma fábrica de onde saem crianças sem senso crítico certamente soa determinista e até mesmo injusta com um modelo em que grande parte de nós conseguiu absorver importantes aprendizados. Contudo, não há mais como negar que as mudanças em nossa sociedade tornam inadiáveis as modificações também no âmbito da educação.

Nesse sentido, o cenário consolidado a partir do Fordismo é onde as escolas passaram a se assemelhar ao que (ainda) conhecemos hoje em termos de educação. Com isso, ganhamos horários muito bem definidos para entrada e saída da escola ou do trabalho, assim como regras estritas para o uso de uniforme em um modelo que se volta a uma figura autoritária (professor/chefe), entre outros aspectos que servem para garantir a ordem do local, como a presença de inspetores e seguranças em diversos ambientes.

Tudo isso faz parte de um padrão que a “educação do futuro” busca quebrar totalmente.

Com o passar dos anos e a evolução social, as empresas passaram a exigir ainda mais de sua mão de obra qualificada, esperando que ela seja capaz de pensar criticamente e de se adaptar às transformações que acontecem cada vez mais rápido. Contudo, não houve mudanças muito significativas no modo como o ensino é transmitido dentro das salas de aula.

Destarte, com essa e várias outras motivações surgidas nesse novo contexto, surge a proposição de maiores transformações nesse setor, assim como a possibilidade de uma revolução com uma escola do futuro.

Entendendo o conceito: afinal, o que queremos dizer com “Educação do futuro”?

A popularização da Internet banda larga trouxe inúmeros benefícios para diversas camadas sociais. Além do fácil acesso à informação, o conhecimento foi democratizado em níveis nunca vistos antes, o que ofereceu oportunidades para que possamos, hoje, ser protagonistas do nosso próprio aprendizado. A oportunidade existe, mas é frequentemente podada pelo nosso modelo tradicional de ensino.

O especialista Mozart Neves Ramos afirma, em entrevista ao G1, que: “[o] Brasil ainda tem uma escola do século XIX, professores do século XX e alunos do século XXI”. Ou seja, é imprescindível que o processo de ensino-aprendizagem seja atualizado para acompanhar as nossas próximas gerações de alunos, que anseiam por maior autonomia em sua aprendizagem.

Os alunos reclamam com frequência de aulas desestimulantes e de disciplinas sem aplicações em seu dia a dia, em que os conhecimentos do mundo real não são passados dentro da sala de aula, como deveriam.

Com a educação do futuro, uma das principais mudanças seria a dinâmica física das salas de aula, onde os alunos deixam de se sentar em fileiras e passam a ficar organizados em rodas que facilitam consideravelmente os debates sobre os conteúdos. Assim, todos têm liberdade para expor suas ideias, trocar conhecimento e trabalhar as habilidades necessárias para a sociedade do século XXI.

Seguindo a educação do futuro, ao contrário do que se imagina, as disciplinas obrigatórias tradicionais continuarão a existir, como a matemática, a geografia, a história… Porém, elas irão compartilhar seu espaço na grade com algumas outras eletivas, que podem variar de escola para escola, mas que têm em comum as necessidades da sociedade moderna, como a programação, e o aprofundamento em assuntos que ganham cada vez mais destaque, como igualdade de gêneros, educação financeira, inteligência emocional, dentre outras.

Nesse sentido, uma das diretrizes mestras no contexto da educação do futuro é o auxílio da tecnologia, que deixa de ser a vilã e passa a ser uma forte e importante aliada na aplicação das mudanças e efetividade do ensino.

Tecnologia como aliada, não protagonista

É extremamente comum e desgastante para o profissional da educação de hoje (professor, pedagogo, diretor) o investimento de tempo na coibição do uso de dispositivos tecnológicos dentro da sala de aula. O estudante desestimulado acaba apenas entendendo que aquele tempo não está sendo produtivo ou interessante.

Nesse aspecto, com o panorama da escola do futuro, a tecnologia deixa de ser vista como inimiga e passa a ser aliada dos professores com o ensino do uso consciente das ferramentas. Vale destacar a necessidade de capacitação adequada dos profissionais para que o uso desse recurso em sala de aula seja o melhor e mais eficiente possível.

Ideias como a gamificação e as demais possibilidades trazidas pelas metodologias ativas de aprendizagem já prometem uma grande evolução no que concerne o uso da tecnologia na educação do futuro. Assim, integrar o ensino e a tecnologia tem o potencial comprovado de redução de evasão, índice de recuperação, além da possibilidade da criação de projetos e do desenvolvimento de soluções criativas.

A educação do futuro será personalizada e híbrida, o que permite que as aulas sejam mais dinâmicas, acessíveis e flexíveis, já que o aluno pode ter a liberdade de escolher de qual forma deseja aprender. A integração de conteúdos online e o aprendizado colaborativo também são apontados como tendências porque juntos conseguem melhorar a formação dos estudantes.

Ainda é um grande desafio para os professores a facilitação do uso de ferramentas digitais dentro da sala de aula, podendo, com isso, dar feedbacks aos alunos em tempo real e planejar as aulas de acordo com os dados que podem ser obtidos em exercícios online, atendendo às expectativas dos estudantes. 

Contudo, é justamente essa uma das propostas da educação do futuro e com ela espera-se conseguir superar desafios dessa natureza muito em breve, colhendo importantes resultados. 

O papel do professor no cenário da educação do futuro

Na educação do futuro os profissionais da educação devem ser capazes de orientar a pesquisa, indicar boas fontes e estimular o pensamento crítico. Com isso, vemos o quanto o formato de perguntas e respostas vem se tornando cada vez mais ineficaz no aprendizado do aluno.

Nesse sentido, o estudante que apenas decora o conteúdo para o dia da prova não está sendo avaliado como deveria, pois não está aprendendo efetivamente. Assim, a melhor forma de avaliar seria na prática, com os alunos sendo autores de algum projeto utilizando o que aprenderam e possivelmente fazendo uso dos recursos que o mundo virtual oferece.

Segundo previsões, com a educação do futuro, o uso da tecnologia diminuirá o tempo que o professor gasta para corrigir provas maçantes e trabalhos desnecessários, com muito mais tempo para preparação de aulas mais dinâmicas e criativas. Dessa forma, os alunos poderão ter muito mais autonomia e protagonismo, com aulas que se cruzam com a realidade na vida deles. 

A educação do futuro, então, traz um professor cujo papel é incentivar, estimular e trazer reflexões sobre determinado conteúdo, fazendo isso de modo prático, utilizando metodologias inovadoras e gerando melhores resultados para a aprendizagem do aluno.

Mas e você, já se perguntou o que pode fazer para conseguir acompanhar a educação do futuro?

O De Criança Para Criança é um programa que vem ajudando diversas instituições de ensino a fazerem parte desse novo modelo educacional que está acontecendo no mundo inteiro. Por meio de um programa multimodal de linguagens que integra as modalidades verbal, visual, gestual e sonora, os alunos assumem o protagonismo das tarefas contando com o apoio do professor na função de mediador. 

O objetivo desse projeto é trazer para a sala de aula uma nova dinâmica para a construção do conhecimento. Com isso, além de capacitar o professor numa nova dinâmica de ensino e aprendizagem, unindo tecnologia e ludicidade, também viabiliza a inserção da criança no mundo virtual de maneira atrativa, legítima e atual. Acesse agora mesmo o site do De Criança Para Criança e saiba mais!

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